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Boa leitura!

RESIDENT EVIL: COMO A TRILOGIA DO PS1 MUDOU PARA SEMPRE A INDÚSTRIA DOS VIDEOGAMES

RESIDENT EVIL: COMO A TRILOGIA ORIGINAL DO PLAYSTATION REVOLUCIONOU O TERROR NOS GAMES

Houve um momento em que o terror nos videogames deixou de ser apenas uma tentativa de assustar o jogador e passou a ser uma experiência cuidadosamente construída para fazê-lo sentir medo.

Esse momento começou a ganhar uma nova dimensão em 1996, quando a Capcom lançou Resident Evil para o primeiro PlayStation.

A ideia parecia simples: uma mansão isolada, policiais tentando descobrir o que aconteceu com uma equipe desaparecida, criaturas grotescas e um vírus capaz de transformar pessoas em monstros.

Mas a verdadeira revolução estava na forma como tudo aquilo era apresentado. O jogador tinha pouca munição, precisava administrar itens, resolver enigmas e explorar ambientes que escondiam ameaças fora do campo de visão.

Quem jogou no PS1 original com memory card vai lembrar: não era só o zumbi que assustava, era o barulho daquela porta de madeira rangendo antes de carregar a próxima sala. Eu confesso que ficava uns 3 segundos parado só escutando.

E então veio Resident Evil 2. A Capcom não apenas repetiu a fórmula. Ela aumentou a escala, levou o jogador para uma Raccoon City tomada pelo caos e transformou a franquia em um fenômeno ainda maior.

Pouco depois, Resident Evil 3: Nemesis acrescentou uma nova ideia ao terror: e se o jogador tivesse um inimigo que pudesse persegui-lo durante a própria exploração?

A trilogia do PlayStation não foi apenas uma sequência de jogos de sucesso. Ela ajudou a estabelecer uma linguagem que seria utilizada por inúmeros títulos nos anos seguintes. 🧟‍♂️🎮

ANTES DE RESIDENT EVIL, O TERROR NOS GAMES ERA OUTRO

É importante lembrar que Resident Evil não inventou o terror nos videogames. Antes dele, já existiam experiências assustadoras e jogos que trabalhavam com monstros, ambientes sombrios e suspense. A própria Capcom buscou inspiração em obras anteriores, incluindo Sweet Home, jogo lançado para o Famicom em 1989.

O que Resident Evil fez foi reunir diferentes ideias e transformá-las em uma experiência extremamente acessível para o público do PlayStation. A câmera fixa, os cenários pré-renderizados, os recursos limitados e a exploração criavam uma sensação diferente de vulnerabilidade.

O MEDO ESTAVA NO QUE VOCÊ NÃO CONSEGUIA VER

Essa talvez seja uma das características mais importantes do Resident Evil original. As câmeras não permitiam que o jogador enxergasse tudo ao mesmo tempo. Em determinadas situações, um zumbi poderia estar escondido justamente no ponto que a câmera não mostrava. O jogador precisava avançar mesmo sem ter certeza do que encontraria.

E pra quem só conheceu os remakes, é difícil explicar: na época a gente até reclamava do famoso controle tanque, mas hoje eu entendo que ele fazia parte do medo. Você não conseguia virar rápido pra fugir, então cada encontro era um desespero real.

Resident Evil 1

RESIDENT EVIL NASCEU COM OUTRO NOME

No Japão, o jogo foi lançado como Biohazard. Para os mercados ocidentais, porém, a Capcom precisou encontrar outro nome porque havia problemas para registrar a marca nos Estados Unidos. Foi assim que nasceu Resident Evil.

RESIDENT EVIL 2 MOSTROU QUE A FÓRMULA PODIA SER MUITO MAIOR

Depois do sucesso do primeiro jogo, a expectativa para uma sequência era enorme. A Capcom chegou a desenvolver uma versão inicial do jogo, posteriormente conhecida pelos fãs como Resident Evil 1.5.

Eu lembro até hoje da primeira vez que saí da delegacia e vi as ruas de Raccoon City em chamas no Resident Evil 2. Pra quem vinha da mansão fechada do primeiro jogo, ver uma cidade inteira destruída foi um choque.

E O RESULTADO FOI RACCOON CITY

Quando Resident Evil 2 finalmente chegou ao PlayStation, a franquia parecia maior em praticamente todos os sentidos. Leon Kennedy e Claire Redfield também apresentavam perspectivas diferentes da mesma tragédia.

Resident Evil 2

RESIDENT EVIL 3 TROUXE UM MEDO QUE NÃO DEIXAVA O JOGADOR EM PAZ

Quando Resident Evil 3: Nemesis chegou, a Capcom decidiu brincar novamente com a sensação de segurança do jogador. O grande destaque era justamente o inimigo que dava nome ao jogo. Nemesis não era apenas mais um monstro esperando em uma sala. Ele perseguia Jill Valentine.

E NEMESIS QUASE NEM DEVERIA SER O TERCEIRO JOGO PRINCIPAL

O projeto que estava sendo desenvolvido por Hideki Kamiya era pensado como o próximo grande Resident Evil. Enquanto isso, o projeto que acabaria se tornando Nemesis era tratado inicialmente como um título paralelo.

Resident Evil 3

O LEGADO CONTINUA

Décadas depois, os remakes provariam que ainda existia interesse enorme nesses personagens, nesses lugares e nessas histórias. Mas os jogos originais continuam tendo uma característica que nenhuma tecnologia moderna consegue reproduzir completamente: o contexto em que foram criados.

Agora queremos saber a sua opinião: qual dos três marcou mais a sua memória — Resident Evil, Resident Evil 2 ou Resident Evil 3: Nemesis? Conte para a gente nos comentários! 👇

📌 CRÉDITOS & INFORMAÇÕES

Redação: Vértice RED

Produtora: Capcom / Shinji Mikami

Publicado por: Vértice RED

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